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quinta-feira, 5 de julho de 2007

Uma recusa providencial

Assim como a vereadora Angela Albino (PC do B), a bancada do PP na Câmara de Vereadores de Florianópolis espera receber nas urnas em 2008 os dividendos por ter escapado ilesa do escândalo moeda verde. Alguns - vide o ex-deputado Vieirão em seu divertido blog - deixam clara a postura de vingança, já que os cassados Marcílio Ávila e Juarez Silveira foram os primeiros a se bandear para o lado do recém-eleito Dário Berger, no final de 2004.

O curioso nessa história toda é que o PP teve mais sorte do que juizo. No final do ano passado, um pouco antes dos uísques uruguaios, Juarez foi visto jantando com o vereador pepista João Aurélio Valente. A cena virou boato de que Juju estava sendo cortejado para voltar ao PP. O boato acabou se confirmando em plenário, em um episódio que levou boa parte dos parlamentares e dos (poucos) presentes às gargalhadas.

Em discurso, Valente fez críticas à administração Berger e por tabela a Juarez. Para responder, Juarez foi à tribuna e revelou os detalhes do recente jantar, sempre pontuando as frases com um "não é verdade, vereador João Aurélio?". Pelo relato de Juarez, o oposicionista não só o convidou para voltar ao partido, como garantiu que a própria ex-prefeita Ângela Amin (PP) abonaria a ficha de filiação. Constrangido, Valente pediu aparte e - gaguejando - confirmou a história, refazendo o convite a Silveira, que saiu de plenário às gargalhadas.

Como presidente da Comissão de Ética, João Aurélio Valente gargalhou por último.

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Alguém chegou via google a este blog procurando o nome do suplente do Juarez. Bom, com a cassação do Juju, é efetivado como vereador o eterno Aloisio Piazza (PMDB). Mas como ele já ocupava a vaga do licenciado João da Bega (PMDB), quem deve aparecer na esquina da Anita Garinaldi com a rua dos Ilhéus nos próximos dias é o Aurélio Oliveira (PMDB). Por sinal, irmão do Édison Andrino (PMDB).

terça-feira, 26 de junho de 2007

Agora sim


A matéria citada no post abaixo acabou sendo publicada na edição de segunda-feira.
Clique na imagem para ver a página com a matéria completa.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Analogias

Deputado estadual governista comenta a atuação da Câmara de Vereadores de Florianópolis:

- Ainda não tem uma salinha para fazer aborto. O resto, eles fazem...

terça-feira, 8 de maio de 2007

Autocrítica

No final do ano passado, pouco antes da "moratória" aos projetos de alteração de zoneamento, houve uma espécie de rixa entre os vereadores Jaime Tonello e Ptolomeu Bittencourt. Filiados ao mesmo partido, o então PFL, eles chamavam atenção pela troca de farpas. Tonello acusava o correligionário de ser rígido demais nos pareceres da comissão que presidia, a de Constituição e Justiça. Também apontava morosidade na análise dos processos na comissão. Bittencourt dizia que no papel de presidente lhe cabia seguir a legislação.

A rixa virou pauta. "Estão sentando em cima dos processos?".

Tonello repetiu o que dizia em plenário.

Bittencourt deixou no ar uma frase de efeito e que depois faria todo sentido:

- É normal que os projetos demorem. Eu estranho os que andam rápido demais.

O repórter anotou a frase, até usou no texto depois, mas parou a entrevista por ali. Bittencourt insistiu:

- Mas com certeza não é isso que eles estão questionando. Não é a demora.
- O que seria, vereador?
- Ah, aí é contigo. A entrevista pára aqui.

Meia hora depois, o vereador liga de volta.

- Eu não tava querendo dizer que sabia de alguma coisa. Eu só quis dizer que não pode ser a demora.

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Todo mundo sabia de alguma coisa, todo mundo ouviu falar de alguma coisa, todo mundo comentou algo sobre os carros do Juju, sobre favores, propinas, promiscuidades. Todo mundo tinha uma história pra contar ou especular - inclusive nas redações.

Não me conformo com a cara de espanto de todos na quinta-feira, inclusive a minha. Se a PF não arma aquele estardalhaço (ou pirotecnia, como prefere o governador), quanto tempo mais a gente continuaria a escrever matérias sobre "moratória" nas alterações do zoneamento e o novo plano diretor como se fossem coisas sérias - com as devidas aspas do nobre líder do governo?
 
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