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terça-feira, 12 de dezembro de 2006

CPIzinha

Ficou para terça-feira o início dos trabalhos da CPI da Assembléia Legislativa que vai investigar o caso Aldo Hey Neto. Como o recesso parlamentar começa na sexta-feira e a comissão se extingue com o final da legislatura, serão quatro dias de trabalho árduo. Ao que tudo indica, o relatório final será remetido ao Guiness Book para constar na próxima edição como a mais rápida CPI da história.

Brincadeiras à parte (e não são poucas), os deputados da oposição ainda tem esperança de conseguir manter os trabalhos durante o recesso, que vai até 31 de janeiro. Para isso, Afrânio Boppré (PSOL), Dionei da Silva (PT) e Joares Ponticelli (PP) precisam convencer pelo menos um dos deputados da base governista que integram a CPI – Antônio Luz (PSDB), João Henrique Blasi (PMDB), Moacir Sopelsa (PMDB) e Onofre Agostini (PFL).

Para quem não lembra (ou não entendeu direito), Aldo Hey Neto é aquele ex-assessor da Secretaria da Fazenda preso em agosto, acusado de receber propina para incluir num programa estadual de subsídio fiscal as empresas acusadas pela Polícia Federal de integrarem o maior esquema de sonegação de impostos já realizado no país. Ou seja, as importadoras acusadas declaravam valores muito abaixo do real, sonegavam imposto e ainda ganhavam subsídio por utilizarem portos catarinenses. Como diz um deputado oposicionista: "dá pra ganhar mais milzinho?".

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

A vaga e o frango

Foi definida na manhã de hoje a última das sete vagas para a CPI que vai tentar investigar o caso Aldo Hey Neto. Faltava apenas a decisão dos partidos pequenos - que deveriam indicar um membro, mas estavam enredados na falta de consenso da disputa entre Afrânio Boppré (PSOL), Altair Guidi (PPS) e Odete de Jesus (PL). O prazo para indicação se esgostara há uma semana, mas o governista (e futuro secretário) Guidi queria uma reunião na terça, diminuindo ainda mais o pouco tempo que resta para alguma investigação.

A pressão da oposição deu resultado hoje e - na falta de consenso - a vaga foi escolhida por sorteio. Afrânio levou a disputa, se tornando o terceiro oposicionista na CPI.

- Eu não costumo ganhar nem frango de padaria - comentava mais tarde o deputado, que vai se despedir da Assembléia embaixo dos holofotes da CPI.

CPI que, tudo indica, vai ter 10 dias para investigar e apresentar resultados - já que os trabalhos se encerram no final da legislatura e o recesso inicia dia 22.

domingo, 22 de outubro de 2006

Os ciganos e os incoerentes

Na coletiva de sexta-feira, Tarso Genro comparou o tratamento recebido pelos petistas na mídia ao dispensado aos ciganos na Idade Média. Reclamava das manchetes dos jornais que generalizavam o termo "petista" em vez de citar os nomes dos envolvidos.

- A criminalização de uma comunidade indeterminada é uma técnica medieval do Direito. É o que foi feito com os ciganos, para não se usar o exemplo mais clássico. Isso não se faz mais no direito moderno e não deveria se fazer na política moderna também.

Ele aproveitou para alfinetar o senador Jorge Bornhausen (PFL), o homem a ser derrotado pelo partido em Santa Catarina.

- É um político em fim de carreira, sem mais comprometimento nenhum com coerência. Não teve coragem de se candidatar este ano e está perdendo a liderança no PFL para pessoas como o governador Cláudio Lembo, um conservador republicano, que não se nega a conversar com os adversários. O senador Bornhausen representa o ódio sectário de quem tem coragem de se referir aum adversário como "essa raça". Isso não nos atinge.

A coerência que Tarso não vê em Bornhausen é a de pedir o mesmo rigor e pressa na investigação do Dossiê Vedoin para o caso do dinheiro encontrado com o ex-assessor da Secretaria Estadual da Fazenda, Aldo Hey Neto.
 
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